terça-feira, 1 de novembro de 2011

FOTOS DA REGATA ANGRA x RIO

Olá Pessoal,

Já diz o ditado que imagens valem mais do que mil palavras.

Então, vamos ao que interessa:

Véspera da regata. Pôr do Sol na Ilha Grande


Outro ângulo do cruzamento com o monstro de aço
Fim do primeiro dia de regata e um adversário no caminho do sol. Restinga da Marambaia

Tripulação, após uma fria e úmida noita de ventos fracos.


Bons Ventos


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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

REGATA ANGRA x RIO

Olá Pessoal,

No dia 22/10 participei, a bordo do veleiro Araiti, do meu amigo - comandante Luciano Guerra, da Regata Angra x Rio.

Estava há tanto tempo afastado das travessias que a expectativa era enorme. Passei a semana, juntamente com o Luciano, analisando as previsões meteorológicas e avaliando a melhor estratégia para não fazermos feio na regata.

Na 5ª feira antes da regata, a tripulação se reuniu, avaliou as previsões e fechou a estratégia. Esperávamos ventos de E constantes, na casa dos 15 a 18 nós, podendo rondar para NE durante a noite e mar de SE com ondas de 2 metros a 2,5 metros durante a travessia. Dependendo de quanto tempo levássemos da linha de largada até a boca da Baía da Ilha Grande, esperávamos pegar maré enchendo com força e, se tudo corresse como estávamos prevendo, chegaríamos na boca da Baía de Guanabara tendo que enfrentar maré vazando forte.

A tripulação era composta pelo comandante Luciano Guerra, eu, o velejador José Andrés Monteldo "Chileno", pelo Marcello e pelo Igor. Uma tripulação heterogênea que, no decorrer da regata, foi o ponto mais forte da regata.

A REGATA

Nós largamos pela lado esquerdo da linha, sob ventos de E na casa dos 15 nós. A estratégia era velejar mais pra dentro da baía até o canto da entrada do canal, junto à Ilha da Marambaia. Dessa forma, esperávamos sentir menos os efeitos da maré no barco, principalmente porque nesse bordo, estaríamos dando a face da quilha para a maré. Quando cambássemos para sair da baía, estaríamos no canto do canal (onde normalmente a maré é mais fraca) e com a quilha de frente pra maré, reduzindo seu efeito.

A estratégia deu certo! No cruzamento com os barcos que foram para o lado da Ilha Grande (bordo da direita), o Araiti - um barco de cruzeiro, pesado e com velas cansadas passou na frente de vários barcos regateiros.

Optamos, então, por velejar não muito perto da Ilha da Marambaia, a fim de fugir do rebojo formadopelas ondas que batem no costão, mas não queríamos nos afastar muito da costa, pois esperávamos uma rondada para NE, que favoreceria quem estivesse mais aterrado.

O fato é que o vento não rondou e pra piorar, foi morrendo, morrendo, até virar uma brisa. Aquilo para o Araiti era tudo que não desejávamos. Nossa velocidade caiu muito e viramos presa fácil para os regateiros. A tocada do barco ficou mais técnica e a velejada mais monótona. De emocionante (ou seria tensão?), naquele momento, foi a aproximação de um navio porta container.

Pra quem já teve a oportunidade de cruzar com esse verdadeiros montros, sabe o risco que um veleiro corre nessas horas, já que muitas vezes o navio não enxerga o veleiro. Como nós estávamos mais ou menos no rumo do monstro, fomos para o rádio tentar avisá-lo da nossa presença ali. Como não obtivemos sucesso na nossa empreitada, restou observar atentamente o movimento do bicho e ficamos preparados para uma manobra evasiva, caso necessário.

Cruzando com o "monstro de aço"
Bem, passados esses minutos de observação e tensão, a única novidade foi o vento ter ido embora de vez, transformando-se numa brisa fraca e entediante. Estávamos bem na divisa da Restinga da Marambaia e Guaratiba. Ali ficamos velejando, ora pra frente, ora para trás, empurrados pela correnteza que corria contra. Às 11h da noite completamos 12 horas de regata ainda na metade do percurso. Se o vento estivesse generoso e a favor, esse era o tempo previsto para completar a prova inteira... Paciência.

Pra mim, a parte difícil com a redução do vento foi aguentar a saudade do meu filhote, a pressão dos compromissos assumidos para o dia seguinte (domingo) e a monotonia de ficar parado no meio do mar, sacudindo pra lá e pra cá. Aliás, falta de vento e mar mexido é uma combinação fatal pra quem mareia. Dessa vez, não consegui escapar e por duas vezes mandei cargas ao mar.

A tripulação morgada
 O domingo veio e com ele uma leve brisa começou a soprar por volta das 10h. Imediatamente o moral (ou seria a esperança?) da tripulação se elevou e todo cansaço da travessia até aquele momento virou disposição para completar a regata. O clima a bordo permanecia ótimo, com muitas brincadeiras e alimento farto.

Após praticamente 12h parados, a brisa que soprava nos ajudou a avançar mais um pouco e assim atravessamos a Barra da Tijuca, quando novamente o vento fraquejou. Entre alguns bordos e muito capricho no velejo, conseguimos chegar em frente à praia de São Conrado, onde o rebojo das ondas refletindo no costão acabou prendendo um pouco o barco. Ainda assim, o clima a bordo permanecia animado, graças à distância cada vez menor do nosso destino.

Nossa regata já contabilizava mais de 24 horas de navegação quando o Leste voltou a soprar, dessa vez com vontade. Imediatamente avaliamos a situação, refizemos a estratégia e demos um bordo para fora da costa, a fim de fugir do rebojo da proximidade do costão do Vidigal, para ganharmos altura, a fim de dobrarmos a ponta do Arpoador e, por que não, passarmos pelo belo arquipélago das Ilhas Cagarras.

Sendo assim, com o vento que desejamos para toda a travessia, rumamos acelerado para o boca da Baía de Guanabara, armados até os dentes para enfrentar nosso último desafio: vencer a forte maré vazante que rolava naquela hora.

Vento generoso de E e nosso destino no visual
A fim de evitar ficar sem vento e desejando aproveitar as ondas que adentravam o canal de entrada da Baía de Guanabara, optamos por deixar a Ilha de Cotunduba por bombordo, fugindo de sua sombra.

Sabíamos que ali pegaríamos mais maré contra, mas com as ondas que estavam rolando e o vento farto, na casa dos 15 nós, a chance de não lograrmos êxito era pequena.

Para loucura do nosso comandante, Luciano, surfamos ondas a até 7,5 nós de velocidade e repidamente nos aproximamos da linha de chegada. Mais precisamente às 17h38 entramos na Baía de Guanabara e cruzamos a linha de chegada. Então, naquele momento, foi só abrirmos as latinhas de cerveja gelada desde Angra e brindarmos o atingimento de nosso objetivo. Sem acidentes, sem discussões, com tudo tendo corrido da melhor maneira possível.

Mais do que termos vencido a regata em nossa categoria, nós vencemos a nossa regata! Vencemos as condições que se apresentaram. O vento e o mar contra. Vencemos minha vontade de ter desistido, depois de 12 horas boiando. Estreitamos laços de amizade que só o mar pode proporcionar.

Enfim, ... velejamos.


Até a próxima!!!


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CONVERSANDO COM A ALMA

Meu amigo Luciano Guerra, comandante do veleiro Araiti - um belíssimo Velamar 31, ano 2007 me convidou, semanas atrás, para integrar a tripulação do seu barco na regata Angra x Rio. Esse é um trecho da costa brasileira que conheço bem e que adoro passar por ali, de maneira que não poderia deixar de ir.

Os dias foram se passando e com a proximidade da regata (largada no dia 22/10), a ansiedade foi aumentando e a alegria de voltar a navegar naquele trecho é cada vez maior.

O Araiti em ação no Circuito Niterói - 2010, em foto de Fred Hoffmann
 Mas outro sentimento também tomou conta do meu coração nesses dias e que tem me feito refletir profundamente:

Desde que meu filho nasceu, tenho procurado ficar em casa, dando o máximo de apoio que posso e suporte à minha esposa e cuidando do bebê. Nessa nova etapa da minha vida, dentro de mim, flui naturalmente a vontade de velejar e fazer minhas travessias, apesar de ainda não ter feito nenhuma, desde que ele nasceu.

Agora que efetivamente irei me ausentar para fazer uma travessia, mesmo curta e próxima de casa, ao saber que onde estarei não poderei largar tudo e correr em seu socorro, algo diferente está me consumindo. E acho que já tenho o diagnóstico: estou morrendo de saudade dele antes mesmo de me afastar.

O sentimento é bastante esquisito, pois a vontade de velejar está lá, latente, e estou feliz por essa oportunidade, mas a vontade de estar com aquele "pouquinho" de gente, balbuciando seu idioma e sorrindo pra mim também é igualmente forte.

A coisa mais linda e importante deste mundo
Ontem de noite, em casa, com meu pequeno no colo e dando-lhe mamadeira, eu já não cabia dentro de mim de aperto no coração. Hoje foi difícil trabalhar. Estou procurando me confortar, tentando convencer a mim mesmo que a distância será boa para aumentar a saudade (como se a minha já não fosse suficiente)... Acho que isso será bom para me estimular a caprichar mais na regulagem do barco e andar mais. Só assim chegarei mais cedo em casa e agarrarei meu filhote.

Estou descobrindo mais uma forma de amar e um novo sentido para a minha vida. Que responsabilidade! Que prazer! Que alegria!

Que venham os adversários!!!

Bons Ventos



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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O DESFECHO DO FOGÃO

Acreditem, ...

Depois do não cumprimento do prazo prometido para entrega do fogão, depois de eu ter ligado e cancelado a compra e depois de eu ter denunciado o convênio do site com a empresa onde trabalho, os caras apareceram na minha casa e entregaram o bendito fogão no dia 06/10 (8 dias depois do prazo).

Confesso que refleti bastante e cheguei a decidir ligar pra lá e devolver o fogão, mas, conversando com colegas do trabalho, me convenceram que seria um contrasenso devolver algo que realmente preciso (e teria que comprar em outro lugar), pois se foi um parto pra cancelar, seria outro para conseguir devolver e não ser cobrado.

Tive, então, o maior trabalho de ligar pra lá e, mesmo com a compra cancelada, desfazer o cancelamento.

O que me restou fazer foram 2 enormes e-mails para o SAC da empresa e para o setor daqui da empresa responsável pelo convênio, relatando todo o ocorrido.

E vida que segue!!!

O fogão da discórdia

Bons Ventos



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domingo, 2 de outubro de 2011

ACHO QUE AGORA VAI

Olá pessoal,

Será que a novela chegou ao fim?

Na última 6ª feira, o mecânico Josivan veio de Ubatuba para terminar o serviço no motor do Mystic. Restavam pendentes a troca da bomba de água salgada, que estava subdimensionada para aquele motor e resolver um problema de ar no sistema de abastecimento de combustível.

Infelizmente, por compromissos profissionais, não pude estar presente para assistir / fiscalizar a execução do serviço, mas no sábado cedo, estávamos lá, para finalmente terminar a faina e realizar um breve teste na máquina, já que tinha compromisso e não poderia me estender muito.

Eu juro que fiz de tudo para testar se alguma coisa poderia dar errado, mas não consegui, sequer, perceber alguma alteração no giro da máquina, tão justa ela está.

Infelizmente, no sábado, não deu pra fazer um teste de desempenho do barco, pois os quase 3 meses do barco praticamente parado nas águas da Baía de Guanabara já juntaram uma boa quantidade de cracas, não só no fundo, mas no hélice também.

Já estou providenciando a limpeza do fundo para, em breve, fazer um teste de verdade. Por ora, já estou muito satisfeito com a maciez do motor.

Até a próxima.


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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PROCURA-SE UMA EMPRESA SÉRIA

O dia era 12 de setembro de 2011.

Após uma longa pesquisa sobre qual fogão iria comprar para o barco e onde encontraria o melhor preço, finalmente adquiri um fogão da marca Dako, modelo Amazonas Plus.

Dako Amazonas Plus
 O fogão do MYSTIC estava com seus dias contados. Já apresentava alguns podres e pintura estourando em vários pontos. Avaliei que seria melhor comprar um novo do que reformar o original.

A questão foi arrumar um fogão que coubesse no berço a ele reservado, no barco.

Tirando os caríssimos fogões náuticos de inox, restaram o Dako Amazonas Plus e o fogão náutico esmaltado da Metalúrgica ROA. Seguindo a opinião de vários companheiros, optei pelo Dako.

Aproveitando que a empresa onde trabalho possui convênio com várias empresas de vendas de produtos, acessei o site de vendas da loja Mabe e adquiri ali o meu fogão.

No comprovante da compra informava claramente o prazo de 10 dias úteis para o recebimento, em minha residência, da minha mercadoria. Aprendi na escola que 10 dias úteis, a contar do dia 12/09, daria no dia 26/09. Mas naquele dia, quando telefonei para a central de atendimento para tentar rastrear meu fogão, fui informado que o produto já estava na transportadora e que eles nada poderiam fazer enquanto o prazo, que na conta deles expiraria somente em 28/09, não acabasse.

Pois bem, aguardei até o dia 29/09 sem receber meu fogão e telefonei novamente para a central de atendimento do site. A mocinha que me atendeu confirmou que a mercadoria continuava com a transportadora e que encaminharia minha reclamação para o Departamento de Logística, que rastrearia meu fogão e me telefonaria para dar uma satisfação.

Em 30/09, obviamente sem ter recebido telefonema algum da Loja Mabe (mesmo tendo pedido urgência no atendimento do meu pedido), liguei novamente e outra atendente, com a cara mais lavada do mundo disse que o Departamento de Logística já tinha rastreado meu produto, mas que não falariam o motivo do atraso. Como se fosse a coisa mais natural do mundo (de repente, pra eles deve ser), informou-me que o novo prazo de entrega do meu fogão seria dia 15/10.

Marque bem esse site
Já bastante irritado com tal absurdo, pedi para falar com o responsável pela central, ou alguém a quem pudesse apelar contra absurda extensão do prazo. Ela disse que ali não há estâncias superiores e que nada poderia fazer.

Continuei protestando e ameacei cancelar a compra (mesmo já tendo pago). Surpreendemente, a mocinha desdenhosamente disse que se eu quisesse, ou esperava até 15/10, ou cancelava a compra. Como tenho vergonha na cara, cancelei imediatamente a compra e exigi a devolução do meu dinheiro com juros e correção. Novamente a mocinha desdenhosamente disse que receberei meu dinheiro de volta com os juros solicitados. Duvido!!!

Enfim, fui mais uma vítima do pouco caso e da incompetência com que esses sites de vendas de produtos tratam seus clientes.

Loja Mabe, ....

NUNCA MAIS!!!!!


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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

UMA NOVELA CHAMADA MOTOR

Olá amigos,

Pois é... às vésperas de completar 1 mês (25/09) que o motor começou a ser instalado no MYSTIC, posso dizer que meu barco ainda não tem um motor de centro.

O motor já está lá, bonitinho e funcionando, mas nem tudo neste processo foram flores e o capítulo final, ... bem: não sei.

O "novo" motor do MYSTIC, já na cabine, aguardando para entrar no compartimento
 Uma sucessão de acontecimentos, desencontros e claro, descuidos acabaram atrapalhando a finalização da instalação, o que, confesso, está me deixando bastante irritado.

A chegada do Josivan com o motor, com atraso de algumas semanas foi só o começo do problema. Some-se a isso uma ressaca que assolou Niterói naquele período, bem como problemas com maré para encostar o barco no cais. Naqueles dias difíceis, tenho certeza que o Josivan fez o seu melhor e, na semana seguinte, viajou de volta a Ubatuba (sua base) sem que eu pudesse testar a máquina, até porque seu irmão - o competente eletricista Joabi ainda não havia terminado a instalação elétrica do motor.

Tá lá!!! Devidamente instalado no seu compartimento.
 Além de algumas pendências da instalação propriamente dita que acabei resolvendo eu mesmo (uma nova manete de comando do motor, já que a original foi condenada pelo Josivan e remendar um furo no abafador, que ele alega já ter encontrado lá).

O principal problema, resumidamente, foi a instalação de uma bomba de água salgada incapaz de refrigerar o motor (a que estava lá também foi condenada e trocada pelo Josivan). Com isso, até hoje não consegui sair com o barco para testá-lo, quanto mais dar um passeio com a família.

video


O Josivan disse que no dia 15/09 estaria de volta a Niterói, quando resolveria qualquer problema pendente e faria a entrega técnica do motor. O problema é que ele não veio, alegando que ainda nãotem uma bomba nova para substituir a que ele colocou lá.

Essa indefinição e a impossibilidade de poder usar o barco estão me deixando realmente muito irritado, pois o serviço contratado não foi barato, toda a paciência que tinha (e mais um pouco) já se foi com os seguidos atrasos do Josivan e não tenho perspectiva de quando terei o serviço concluído.

Aguardem cenas do próximo capítulo.

Bons Ventos,



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domingo, 4 de setembro de 2011

DE OLHO NA PARTE EXTERNA

Olá Pessoal,

Após a conclusão da reforma do fundo do casco e enquanto o motor do MYSTIC não fica pronto, meti a mão na massa e fui dar um trato no visual do barco.

O Lourival já havia polido e retocado as faixas do costado do barco, mas faltavam as máscaras da cabine, que estavam completamente desbotadas. Comprei, então, uma tinta PU azul, da cor da capa da vela  e parti pra faina.


 As duas fotos acima mostram como estava o estado da máscara do barco. Do lado de boreste a tinta praticamente já não existia mais, enquanto que do outro lado ainda dá pra ter uma noção de como era. A idéia foi preservar o desenho, alterando somente a tonalidade da tinta para combinar com a capa da vela.

A aplicação da tinta foi feita com um rolinho especial. Fiz assim quando pintei a mácara do TUIÚ (B27-S - meu ex barco) e achei que o serviço teve um ótimo resultado. Confira nas fotos abaixo como ficou a pintura nova: 

A pintura de BE. Falta ainda a segunda demão, mas já dá ver que ficou bonito
O lado de BB já finalizado
Além dia pintura da cabine, comprei novos cabos de aço encapados para substituir os cabos de guarda mancebo do barco. Os cabos já estavam perigosamente podres e um deles nem existia mais, tendo sido substituído por um cabo pre-esticado de 6mm. A substituição dos cabos é uma providência que sempre adotei nos barcos que já tive. Não que outras peças e/ou partes do barco não sejam importantes, mas num mar revolto, numa velejada adernada etc, o guarda mancebo é nossa última chance de não cair do barco em caso de um escorregão, por exemplo.

Aproveitando que a faina da vez era o guarda mancebo, contratei o marinheiro Q-Suco, lá do Clube Naval Charitas para tecer uma rede e instalar no barco. Sempre gostei de usar rede, principalmente na proa, por questões de segurança e estética. Agora com filho pequeno, então, .... Trata-se de investimento obrigatório!!! Esta, aliás, já é a terceira vez que o Q-Suco faz este serviço pra mim e sempre achei o trabalho bom e o preço honesto.



Encerrada mais essa etapa, já dá pra ver como o barco era e como será daqui pra frente. Dá um enorme prazer ver o MYSTIC bonito novamente e saber que voltará a navegar com segurança, com materiais novos e de qualidade.

Ele era assim...

... e ficou assim!!!

Finalizada esta etapa, estou considerando a parte externa concluída, apesar de haver diversos outros trabalhos menores a serem realizados, mas que poderão ser feitos no futuro, com calma.
O Fast 310 realmente é um barco de linhas muito bonitas e, quando bem cuidados como está ficando o MYSTIC, a beleza parece ressaltar!


 Que venha agora a parte interna!!!


Bons Ventos


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

AGORA SIM, UM MOTOR!!!

Olá amigos,

Chegou a hora de falar detalhadamente do motor.

Como todos sabem, antes de ser comprado por mim, o MYSTIC estava praticamente abandonado e isso acabou acarretando sérios problemas no motor. Dentre outras coisas que se deterioraram, os anodos simplesmente não existiam mais e com isso, o motor original do barco - um VW Control de 48HP, acabou se estragando definitivamente, devido à corrosão. O então proprietário decidiu tirar o motor perdido e comprou outro, do mesmo fabricante, usado.

Quando fui ver o barco para comprá-lo, o motor estava no meio da cabine, ainda por instalar. Preocupado em adquirir um barco sem testar a máquina, me restou a alternativa de tentar pesquisar a vida daquele motor. Pesquisa daqui, procura dali, consegui chegar ao cara que o vendeu - o Luiz, do veleiro Berro D'água, que me deu todo o histórico da máquina. Pra mim, o que me tranquilizou foi confirmar que a procedência do motor era muito boa, já que o Luiz era realmente um cara sério e pude perceber o quanto cuidadoso ele era com seu barco etc. Soube que o motor foi todo reformado pouco antes de ter sido vendido, o que me agradou, pois tinha chance de não ter que gastar muito dinheiro com maiores problemas.

Infelizmente, não foi bem assim.

O motor em sua configuração original, colocado dentro do compartimento, quando descobri que aquele não servia ali
 Quando fui, pessoalmente, fazer a instalação do motor, percebi que aquele motor não cabia no compartimento do Fast 310. Mas como, se a maioria dos Fast 310 que conhecia eram equipados com o tal Control?

De volta às pesquisas, descobri que haviam duas marinizações diferentes para o mesmo motor, de forma a atender particularidades da construção de cada modelo da Fast Yachts, naquela época. Originalmente, o motor VW tem seu bloco montado ligeiramente inclinado, com o alternador trabalhando em seu lado o esquerdo. Marinizado dessa forma, o Control equipou os Fasts 303 e 345. Já o Fast 310 possui um compartimento um pouco mais estreito, o que gerou a necessidade do bloco ser montado rigorosamente na vertical.

Não me restou outra alternativa senão sacar o motor lá de dentro enviá-lo ao Josivan, em Ubatuba - uma verdadeira autoridade quando o assunto é motor Control. Aproveitando que o MYSTIC estava docado no Clube Naval Charitas, mandei retirar a máquina e entreguei-o ao Josivan.

Alguns dias depois o Josivan me ligou dando a boa e a má notícia: a boa foi que o motor, do jeito que chegou na oficina, foi pra bancada e pegou de estalo, confirmando o que o Luiz havia dito sobre a reforma. A má notícia foi que a alteração na marinização implicaria na troca da reversora e na troca do trocador de calor. Como diz o ditado "Já que está no inferno, abraça o diabo", mandei logo ele dar outra geral no motor, o que resultou na substituição da bomba d'água salgada por outra novinha, na troca do alternador por outro bem mais potente, na otimização do motor que o Josivan faz (troca das mangueiras por tubos de alumínio) entre outras providências.

Obviamente que todo esse trabalho, mais a contratação do próprio Josivan para fazer a instalação no barco não podia ficar barato, mas pelo menos ainda está mais barato que um motor zero (o qual não tenho recursos, por enquanto, para comprar) e o serviço está sendo realizado por um profissional reconhecidamente especialista neste motor.

O motor chegou essa semana e o Josivan já começou a instalação. Resta agora somente aguardar a finalização da instalação e os primeiros testes para confirmar se esse motor é isso tudo que quem tem, diz que é.

Em breve postarei aqui o resultado de mais essa fase da reforma do barco e minhas impressões sobre o motor Control.

Aguardem!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

OPÇÕES DE PASSEIO NA BAÍA DE GUANABARA E ADJACÊNCIAS

Olá amigos,

No final de julho aproveitei minhas férias e saí de tarde para dar uma velejada com o Mystic. Dentre os muitos assuntos discutidos a bordo durante o passeio, surgiu a questão de alternativas de destinos para quem veleja na Baía de Guanabara.

Acho que existe um certo preconceito com a Baía, principalmente por conta da poluição da água, o que faz com que esses passeios se limitem a uma velejada. Ninguém se anima a fundear em algum lugar para um mergulho, pernoite, ou mesmo para somente almoçar. Vocês sabiam que existem restaurantes a beira d'água dentro e fora da Baía que podem servir boas refeições?

Eu mesmo não aproveito tanto assim todo o potencial que a Baía de Guanabara dispõe, mas sempre que posso, tento complementar meus passeios com algum evento. Bem, vou tentar apresentar algumas opções que espero possam servir para estimular mais os passeios por aqui:

Praias do Adão e Eva

As praias do Adão e Eva, em Niterói (próximas à Fortaleza de Santa Cruz) são uma boa opção de fundeio para um churrasco a bordo, desembarque para curtir a praia, ou mesmo um mergulho. Por estarem bem próximas da boca da barra, é bem comum a água estar limpa no final da maré enchente.

Praias do Adão & Eva
 Urca

Dentro da Baía, às margens do Forte de São João, na Urca, algumas vezes já vi alguns barcos fundeados por ali e o pessoal se refrescando com um bom banho de mar. Tal como as praias do Adão e Eva, aquela área está mais próxima ainda da boca da barra. Então, na subida da maré, aquele é um local onde a água fica limpa primeiro.


Praia Vermelha

Ali pertinho, já do lado de fora da Baía, há uma enseada bastante interessante, aos pés do Pão de Açúcar, sendo também um bom lugar para fundear, pernoitar, ou curtir um churrasco a bordo e dar uns mergulhos. Estou me referindo à Praia Vermelha, na Urca. O local é relativamente protegido pela Ilha da Cotunduba e bastante frequentado por praticantes de mergulho autônomo e caça sub. Já estive ali algumas vezes e gostei bastante. Dá para fundear mais para o fundo da enseada, bem perto da praia. Procure ficar atento somente ao vento Leste, se este soprar forte, pois ele empurra para a praia, no fundo da enseada.

Praia Vermelha, em foto disponível no site rotasturisticas.com
Itaipú

Navegando um pouco mais, rumo E, chegamos a Praia de Itaipú. Talvez esse seja o destino mais conhecido de quem tem barco. Ali, além da praia e da água normalmente cristalina, tem também vários restaurantes que servem desde petiscos até refeições dentro do seu próprio barco. Nas vezes em que estive lá, fui muito bem servido pela turma do restaurante Sabino's. O local é protegido do vento E, mas deve ser evitado em dias com previsão de SW, que te joga na praia. O canto de Itaipú é, também, um bom fundeio para pernoite.

Praia de Itaipú
Ilhas Maricás e Arquipélago das Cagarras

Para aqueles que gostam de navegar para mais longe, duas opções bastante interessantes são o arquipélago das Cagarras a W/SW da boca da barra e as Ilhas Maricás a E de Itaipú. Em Maricás, só vale a pena ir em condições de mar calmo e vento E, já que o fundeio fica na face W da ilha e no geral, ela não é muito protegida. O dado interessante é que em Maricás existe uma prainha escondida.

A prainha das Ilhas Maricás e o Arquipélago das Cagarras

Bar da Rampa

De volta às águas abrigadas da Baía de Guanabara, no fundo da enseada de Botafogo, encontra-se o Clube de Regatas Guanabara. Em sua área náutica existe um bar chamado Bar da Rampa, no melhor estilo "pé sujo", mas onde se bebe uma cerveja "estupidamente" gelada acompanhada de uma generosa porção de camarão frito ou empanado. O melhor de tudo é que o preço é extremamente honesto. Quando estive lá embarcado, joguei ferro ao largo do clube e solicitei o apoio deles para desembarcar no cais do clube, que fica em frente ao Bar. Fui muito bem recebido e recomendo.

Ilha de Jurubaíba

Conversando com amigos, soube que nessa ilha, localizada a N da Ponte Rio x Niterói, existe um aprazível restaurante que serve pratos variados a base de frutos do mar. Nunca fui, mas pretendo fazer uma visita ao local e descobrir se o tal restaurante ainda existe e se o peixe é isso tudo que me falaram.



Ilha de Paquetá (Paquetá Iate Clube)

Essa aprazível ilha localizada no fundo da Baía de Guanabara é um ótimo local para pernoite e passeios alternativos. Nela está localizado o PIC - Paquetá Iate Clube. Todas as vezes em que estive no PIC (não foram poucas), fui muito bem recebido. Já pernoitei lá, já fui somente para almoçar e sempre fui muito bem atendido. O apoio náutico oferecido pelo clube é mais que suficiente e o restaurante tem uma comida bem saborosa a um preço honesto. Anualmente, é lá onde acontece a Patescaria - um evento voltado para os velejadores de cruzeiro. O clube fica repleto de barcos e a ilha lotada, para a festa de São Roque.

O Paquetá Iate Clube e os barcos na Patescaria

Bem, estes são os locais que conheço e arrisco recomendar. Ficaria grato se alguém tiver alguma outra sugestão e queira comartilhá-la consco.

Bons Ventos



sexta-feira, 29 de julho de 2011

VELEJADA DE MEIO DE SEMANA

Alô amigos,

Aproveitando uma parte das férias que estou tirando agora, vou adiantando algumas coisas no barco e, claro, resolvi aproveitar para dar uma velejadinha básica. O fundo do barco está recém pintado e eu ainda não tinha saído pra aproveitar toda performance que o fundo lisinho poderia proporcionar.

Como o barco está sem motor (eu o retirei e mandei para o Josivan dar uma revisão geral na máquina), projetei e encomendei ao Chico, da FOCH, um suporte de motor de popa que pode ser adaptado nas alças da escada do barco. Ficou ótimo. Dessa forma, quando o vento acabou, pendurei o meu valente Mercury 3.3 hp e retornamos tranquilamente ao clube.

O valente Mercurizinho, mandando ver.
Para essa "empreitada", escalei novamente meu irmão, que passa uma semana de férias aqui no RJ e resgatei um amigo de regatas do Ranger que há muitos anos não pisava num veleiro - o Marcus.

Bem, a tarde não começou exatamente como queríamos, pois eu havia esquecido que o 3.3 hp estava com a cordinha do start partida e faltava recolocar a vela mestra no mastro (eu a havia enviado ao Arnaldo para alguns ajustes).

Algumas horas depois zarpamos à vela com vento fraco e sem destino. O final da tarde se aproximava e já não dava mais tempo para grandes aventuras. Tomamos assim o rumo da boca barra (saída da Baía de Guanabara) e a proposta era ir até onde a claridade permitisse. O Mystic deslizava tranquilamente a 4 nós de velocidade. É impressionante como um fundo liso faz diferença no desempenho.

O MYSTIC, rumo à boca da barra

Já fora da Baía, deixando para trás a Fortaleza de Santa Cruz
Chegando na Ilha da Cotunduba

Quando livramos o través do Morro do Morcego, em Niterói, o vento refrescou um pouco e o Mystic ensaiou suas primeiras adernadas. As cervejas foram abertas, o papo já ia animado, quando resolvemos dar a volta na Ilha Cotunduba, fora da Baía.

Com vento bem de través na faixa dos 12 nós, o barco, que estava equipado com a mestra full batten + genoa 100% - tudo em prolam, velejava a impressionantes 7,5 nós. Tudo bem que ali a maré estava vazando forte, mas nada que roube o mérito do barco.


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Já pra fora do través da Cotunduba, percebemos que não havia vento no canal entre a ilha e o continente. Resolvemos, então, cambar e fazer o mesmo caminho de volta.

Quando passamos no través da Fortaleza de Santa Cruz, o vento acabou. Naquele momento, percebemos como a maré vazava forte. Enquanto encaixávamos o 3.3 hp no suporte, rapidamente a maré arrastou o barco para fora da baía.

Uma vez o motorzinho ligado, apesar dos seus "humildes" 3.3 hp versus as talvez 3 toneladas do barco, a correnteza foi vigorosamente vencida e retornamos as calmas águas do interior da Baía de Guanabara.

O retorno ao clube, já de noite, foi tranquilo, sempre regado a uma boa cerveja e um ótimo bate-papo, com muitos causos e promessas de novas velejadas.

Meu irmão e o Marcus

A conversa estava boa

Até a próxima!!!

terça-feira, 12 de julho de 2011

A HORA E A VEZ DO FUNDO - Final

Olá pessoal,


Hoje finalmente o MYSTIC ficou pronto e retornou ao seu habitat - o mar. Foram longos 21 dias na área de reparos do Clube Naval Charitas, sob os cuidados do Lourival. Eu havia optado pela obra nessa época, porque, além da fila de espera para docar o barco, este é o período do ano que menos chove. Pro meu azar, perdemos praticamente uma semana inteira sem poder trabalhar por causa da chuva que caiu em Niterói na semana passada. Paciência...

Falando do que interessa, o que era pra ser uma simples pintura de fundo e polimento do costado, acabou virando uma reforma completa do fundo, incluindo a troca do eixo, hélice, flange, bucha, registros de água etc. Foram algumas surpresas desagradáveis, mas que no final foi melhor assim, pois agora sei que o fundo está em excelente estado e tão cedo não precisarei me preocupar com ele.

As fotos abaixo poderão mostrar melhor como foi essa etapa da revitalização do barco:

FUNDO

Sendo retirado da água. A primeira visão de como estava o fundo
No mesmo dia, com o fundo raspado.
O fundo totalmente lixado, mostrando a fibra do casco.
Nesta foto o fundo com a massa epoxi já aplicada.

Aqui, as camadas massa epoxi (brando por baixo), Galverette (vermelho) e Intergard (branco por cima).
O primer está aplicado. Falta só a tinta anti-incrustante.


O fundo definitivamente pintado com a tinta venenosa.
EIXO / HÉLICE


Craca pura. Nesse momento não dava pra ver o estado do eixo e do hélice

Após a raspagem, a surpresa desagradável: o material estava condenado.



O eixo já foi retirado e o pé de galinha sendo devidamente tratado.
... Com o primer, aguardando o novo eixo e hélice.

O novo eixo e hélice já estão no lugar, com o anodo já instalado e com o primer.







O eixo no lugar, pronto para ir para a água


REGISTROS


Os registros do banheiro já estavam emperrados
Registros novos significam segurança contra o afundamento do barco, principalmente estes que são muito usados.




Entrada de água do motor: a foto já diz tudo.
O novo registro e a mangueira já instalada.
 POLIMENTO E RETOQUE DO COSTADO

O costado de boreste estava bem machucado por anos encostado no mesmo cais


Antes...
... Depois
Somente no retoque e polimento, ... ficou ótimo!!!

Bem, vencida esta etapa, o plano é, já a partir da próxima semana, refazer a pintura da máscara do casario e trocar os cabos do guarda mancebo. Claro que esta outra etapa será a matéria do próximo post.

Até lá!!!