quinta-feira, 1 de outubro de 2015

MAR DE AMIGOS

Olá pessoal,

É impressionante como no mar - um lugar onde teoricamente há tanto espaço para as pessoas nem se cruzarem, ainda assim fazemos tantos amigos!

No último final de semana, combinei com o amigo Bernardo de reunirmos nossas famílias no Sítio Forte. Como sempre, zarpamos do clube, em Angra, após o almoço. Ameaçava umas gotinhas de chuva e o tempo estava nubladão, embora calor. Lá no meio do canal da travessia, o Bernardo já havia me passado um rádio, avisando que tinha um bom vento. Zarpamos lado a lado com o Caulimaram, dos amigos Ulisses e Marcela, pois havíamos combinado de eu tirar umas fotos e fazer um vídeo deles velejando.

video


Logo que o vento entrou, o Caulimaram içou os panos e eu comecei a registrar aquela ação. Ali a frente, tinha um cara remando num caiaque grandão, todo vistoso e, como ele remava num rumo de colisão, me vi obrigado a ficar atento, para evitar qualquer batida, ou mesmo um susto. Prossegui com as fotos. De repente eu ouço:

- Olá!!! Posso remar um pouquinho aqui na marola do seu barco, pra dar uma relaxada?

Alexandre e seu caiaque oceânico
Meio atônito, disse que sim, imaginando o que um maluco, de caiaque, fazia ali com aquele vento e mar, rumo à Ilha Grande. Acabamos batendo um bom papo, quando ele me disse que estava treinando para o mundial de canoagem oceânica, no Tahiti. O Alexandre Ferreira (Ale.canoe) e seu super caiaque de competição se despediu de mim, acelerou a remada deixando o MYSTIC pra trás e ainda foi lá no Caulimaram, que estava bem mais adiante que nós. Depois retornou, nos despedimos definitivamente e cada um seguiu seu caminho.

Gente boa o Alexandre Ferreira! Boa Sorte no mundial, Brother!!!

O Ulisses, depois da sessão de fotos, também retornou para o clube e nós seguimos para o Sítio Forte.

Chegando ao nosso destino, inflamos o botinho e fomos ao encontro da turma do veleiro Verona II (Bernardo & família). Desembarcamos todos na praia da Tapera e fomos cumprir o difícil ritual de beber umas geladas e comer uns tira gostos aquáticos, no Bar da querida Telma e Nalde. Eu estava vestido com uma camisa que havia ganho quando disputei o último campeonato brasileiro da classe Ranger 22 - barquinho de regatas que tenho em sociedade com um amigo. Quando me aproximei da mesa, ouvi de um gaúcho na mesa do lado:

- Rangerista, hein?

Dei um sorriso e a esposa dele emendou:

- Nós já fomos rangeristas, lá em Porto Alegre. Hoje temos um Fast 345 ...

Acabamos batendo um gostoso papo, proporcionado pelo simples reconhecimento de um desenho de um Ranger 22 na minha camisa e na identificação de que éramos velejadores. O Miguel Virgílio, sua esposa e dois parentes estavam a pé, naquela longínqua (e paradisíaca) enseada, revisitando o local que muitos anos atrás eles visitaram. Trocamos emails e nos despedimos, prometendo manter contato posteriormente.

MYSTIC e o Verona no Sítio Forte
Já embalados pelas cervejas e "Leites da Macaca", eu e Bernardo observamos uma vistosa e não muito grande lancha encostar na praia. Chamou-nos a atenção a aparente "configuração" do barco para um confortável pernoite a bordo - coisa pouco comum nesse tipo de embarcação e público. Dela pularam dois sujeitos de aspecto simples, enquanto as acompanhantes ficaram curtindo a bordo. Como ficaram perto de nós e imbuído da dúvida sobre o tamanho e lay-out da lancha, resolvi perguntar o tamanho daquele barco. O que se seguiu foi mais um bate-papo entre homens do mar que, embora nunca tenham se visto antes, conversaram como velhos conhecidos.

O final de semana, pra variar, foi maravilhoso! Afinal, é impagável ver nossos pequenos filhos interagindo com a natureza e pegando gosto pelo ambiente que tanto gostamos: o barco e o mar. Nem preciso dizer também que, tal qual as mais interioranas cidades deste país, a prática do "Olá", "Bom Dia", "Boa Tarde" etc é automática entre os tantos navegadores que cruzaram conosco nesse final de semana.


Bons Ventos e até a próxima!



As crianças se divertiram pra valer




Bar da Telma

Botando o colete salva vidas sozinho
Balizamento do canal dos navios

Adeus Sítio Forte! Até a próxima!!!

sábado, 12 de setembro de 2015

RELEMBRANDO CONCEITOS

Olá Pessoal,

Na última vez em que estive no barco, em Angra, saí pra dar uma voltinha e aproveitei para fazer um exercício de marcação da nossa posição na carta náutica, usando apenas uma bússola.

É que depois do surgimento do GPS e principalmente dos chartplotters, ficou tão fácil obter nossa posição, que deixamos de lado alguns conhecimentos básicos importantes. Só que num outro dia, fui consultar o GPS e descobri que estava sem pilhas. Não passei sufoco, primeiro porque não estava perdido e segundo porque acionei meu aplicativo Navionics, no celular. Mas se estivesse numa emergência mesmo, sem nenhum eletrônico por perto, como faria? Então, por puro divertimento e para relembrar conceitos, fiz um videozinho bem básico de como se faz para determinar nossa posição só com a bússola e a carta.

Espero que ajude a quem já conhece, relembrar o assunto e a quem nunca viu, aprender como se faz.

Divirtam-se!



Caso não consiga assistir aqui no Blog, tente o link 

https://www.youtube.com/watch?v=GN_eI5K5I08


Bons Ventos e até a próxima!





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domingo, 5 de julho de 2015

UM POUCO DE MARCENARIA

Olá pessoal,

Se tem uma coisa que o MYSTIC precisa é de um banho de marcenaria: Troca de algumas madeirinhas, reforço em outras e, claro, uma boa envernizada geral.

Mas confesso que ainda não vai ser dessa vez que vou fazer isso. Marcenaria em barco leva tempo e custa uma pequena fortuna. Junte-se a isso que não conheço um bom profissional (eu disse profissional, e não um curioso) que tenha um preço que caiba no meu orçamento. Então, muitas coisas dessa parte, faço eu mesmo, até porque embora trabalhosa, mexer com madeira é uma atividade que gosto bastante.


Recentemente, visitando o barco de alguns conhecidos e passeando em outros, fiquei encantado com aqueles banquinhos que tem na popa do barco. Em travessias e mesmo em algumas velejadas em que se está mais a fim de curtir o passeio do que tocar o leme, sentar nesses banquinhos e curtir dali o passeio é muito legal e confortável.

No MYSTIC, quando encomendei a targa, pensei em incluir a estrutura dos bancos no projeto, mas minha restrição orçamentária me fez tomar outro caminho. A targa foi feita e instalada, mas os bancos teriam que ser adaptados nos pulpitos originais. Após ver algumas fotos na internet e visitado alguns barcos, projetei os do meu barco e parti para a realização.

Optei por fazer bancos de compensado de 20mm e revestidos com tecido de fibra de vidro e resina. O acabamento foi com tinta PU (automotiva). A fixação no local  foi feita através de umas chapinhas soldadas no pulpito de popa quando da instalação da targa e o apoio, resolvi comprando um tubo de alumínio com rosca interna, que serviu de pé para os bancos.

Aproveitando o embalo de estar mexendo com madeira, parti para outra faina, desta vez, dentro do barco.

Assim como muitos donos do FAST 310, eu também havia tirado a mesa da cabine, porque ocupava muito espaço. O problema disso é que quando você vai servir alguma refeição, ela tem que ser feita com prato na mão e isso definitivamente não funciona, quando se tem um filho de 5 anos a bordo. Então, depois de pensar um pouco, decidi projetar uma mesa rebatível.

A ideia seria ter uma mesa que ocupasse pouco espaço quando não estivesse em uso, mas que fosse tão boa quanto a original, quando aberta. Então, por que não usar a própria mesa original?

Partindo dessa premissa, de fazer algo a partir da própria mesa do barco, decidi tirar sua base e aproveitar somente o tampo. Ao rebatê-la, ela deveria ficar na vertical, encostada na coluna de apoio do mastro. Bolei novos pés de apoio que, quando a mesa está fechada, ficam escondidos por dentro dela e, assim, consegui otimizar mais um detalhe do barco, agregando-lhe praticidade e valor.

Compensado cortado e sendo preparado para ser fibrado

Detalhe da borda arredondada para não machucar a perna de quem sentar

Após receber a primeira camada de tecido de fibra e resina
Meu assistente, preparando para a segunda camada de fibra

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A mesa original
Só aproveitei as tábuas de cima

As peças prontas e envernizadas
Resta agora montar e instalar
A mesa já instalada

Primeira refeição


Até a próxima!


Bons Ventos!!!





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domingo, 28 de junho de 2015

PLACAS SOLARES - PARTE 2



Ficaram bonitas ou não ficaram?!!! (rs)

Olá Pessoal,

Demorei, mas terminei, eu acho... Vou explicar:

Neste final de semana consegui concluir a instalação das placas solares na targa que mandei fazer na Kisombra. Ficaram muito bonitas e funcionais, mas não fiquei tempo suficiente no barco para testar o equipamento.

O dia (de muito trabalho, diga-se de passagem) começou com a desmontagem da placa solar que eu tinha instalado em 2012 (http://www.veleiromystic.blogspot.com.br/2012/10/novos-equipamentos.html). A placa de 20W instalada naquela estrutura ganhou um lugar na targa que fiz no MYSTIC.

Só para lembrar, esta placa foi instalada para manter a bateria do motor (e só ela) estimulada durante os períodos de inatividade do barco. Em outras palavras, como muitas vezes passo mais de 1 mês sem visitar o MYSTIC, seria muito desagradável chegar lá e não conseguir ligar o motor porque a bateria arriou.

Aliás, um fato curioso e altamente preocupante ocorreu desde o início da instalação das placas novas no barco. É que desta vez, cheguei lá e ao tentar ligar o motor, ele não pegou. A impressão que deu é que não havia energia suficiente na bateria para girar o motor de arranque.

Na primeira etapa da instalação das placas, eu deixei toda a parte elétrica pronta, o que significou, dentre outras coisas, ter conectado as baterias de serviço ao novo controlador MPPT.
Até aí tudo bem, mas quando fui acondicionar os conectores do lado externo (lá na targa) para guardá-los até minha volta, eu tinha resolvido deixar o conector positivo ligado ao negativo o que, claro, fechou o circuito, já que lá embaixo estava tudo ligado. Resolvi o problema desconectando o fio negativo da ligação que tinha feito lá na bateria e deixei-o jogado ali por baixo. Neste final de semana, para minha surpresa, o conector na ponta do fio que ficou jogado estava completamente corroído, como se estivesse mergulhado em um ácido. Deve ter dado alguma corrosão pelo fato de ele ter ficado ali, energizado.

O que isso tem haver com o problema da bateria do motor, não sei, até porque o problema foi na ligação das baterias de serviço, que teoricamente (e segundo o eletricista que fez a revisão, na época) são isoladas da bateria do motor e que, ainda por cima, não descarregaram. Mas estou rezando para haver alguma associação, pois caso contrário, tenho um problema novo para resolver e, o que é pior, no motor.


Voltando à faina da instalação das placas, fixei com rebites cada uma ao perfil em "U" de alumínio. As placas maiores nos extremos e a plaquinha de 20W da bateria do motor, no meio. Depois, encaixei os perfis (o da travessa da frente da targa e o da travessa traseira) na targa e então foi só prender o conjunto com as braçadeiras.

Feito tudo isso, cobri as placas com papelão para que elas não "enxergassem" o sol e, consequentemente, não gerassem energia. Essa é uma recomendação do fabricante, para evitar choques e curto circuito na hora da ligação final do sistema. Na sequência, procedi a ligação das placas grandes (as de 95W, das baterias de serviço) em série (conforme minhas convicções após o teste que tinha feito no clube) e depois a pequena.


A melhor prova de que ligar em série foi uma decisão acertada foi a medição que fiz após a instalação. O trabalho foi terminado mais para o fim da tarde e a plaquinha de 20W estava gerando aproximadamente 4,5V enquanto as outras placas, em série, produziam algo perto de 22V. O que verifiquei foi que o controlador da plaquinha, por falta de tensão, já havia desligado e não carregava mais a bateria do motor, que mediu 10,6V naquele momento. Já o controlador MPPT, continuava com a luz de carga acesa e entregava 13,4V. Nada mal...

E assim concluí mais uma melhoria no MYSTIC. Fico devendo o comentário sobre o desfecho da bateria, que irei conferir na próxima vez que for a bordo.


Bons Ventos e até a próxima.



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sábado, 13 de junho de 2015

PLACAS SOLARES - PARTE 1

Olá Pessoal,

As placas solares do MYSTIC já estão compradas e testadas, mas ainda não as instalei.

Na verdade, eu estava esperando fazer a instalação e só então publicar uma postagem de todo o processo, mas como estou tendo algumas dificuldades, resolvi separar o processo em dois capítulos, para o assunto não ficar esquecido. O fato é que a fiação e o controlador já estão instalados no barco, mas ficou difícil furar a targa para fixar as placas. Então, resolvi copiar a solução do Caulimaram - barco do meu amigo Ulisses Schimmels, e utilizar um perfil de alumínio, fixado à targa por braçadeiras e onde as placas serão fixadas por rebites.

O Equipamento

Após consultar amigos, pesquisar na internet e efetuar alguns cálculos, entendi que a solução que melhor encaixaria no que tenho lá seriam duas placas de 95W, ligadas em série e controladas por um controlador MPPT. Sendo assim, adquiri na loja virtual NEOSOLAR duas placas Yingli Solar, de 95W cada e um controlador EpSolar, de 20A.



A escolha foi baseada no seguinte racional:

Meu consumo estimado diário no barco é de aproximadamente 120A. Segundo as especificações da placa solar, ela produz, em média, cerca de 36,6A por dia, considerando uma insolação média de 7h/dia. As duas placas gerarão, então, 73,2A por dia. A conclusão inicial é que faltam 46,8A a cada dia e esse deficit de amperes será fornecido pelas duas baterias estacionárias de 115A (230 disponíveis) que vou comprar.

Considerando que o uso do barco se dá somente em finais de semana (2 dias em 7 disponíveis), toda a perda sofrida pelas baterias seria reposta nos demais dias da semana (5 dias).

Nesta conta, não estou considerando o  ganho de eficiência de até 30% que dizem haver na utilização de controladores MPPT, nem o acionamento eventual do motor do barco, cujo alternador (60A) também contribuiria para a recuperação das baterias.

Bem, definido e adquirido o equipamento, o próximo passo seria testar o material e definir a ligação mais eficiente das placas, se em série, ou em paralelo. Para tanto, levei a parafernália para o clube e montei o conjunto no gramado.


As placas ligadas em paralelo

Os testes foram realizados entre 11h30 e 12h30, num dia sem nuvens no céu e temperatura aproximada de 30 graus.

Utilizei provisoriamente fios de 2,5mm (o recomendado são 4mm, mas como a distância era curta, não houve problema) e uma bateria Zetta de 36A. N
o teste, na impossibilidade de reproduzir completamente o ambiente do barco (geladeira, lâmpadas etc), liguei na bateria somente uma bombinha que tinha em casa, para gerar alguma demanda de corrente, já que a bateria estava completamente carregada.

Os painéis ficaram no chão, na horizontal (é nessa posição que ficarão no barco), formando, consequentemente, um ângulo de incidência em relação ao sol e a amperagem foi medida simultaneamente entre as placas/controlador e controlador/bateria.

As medições foram feitas, então, com os painéis ligados em paralelo, e depois em série.

A esquerda, amperagem vinda das placas ligadas em série. A direita, do controlador para a bateria

Acho que as fotos das medições podem dizer por si mesmas. Com a placa ligada em série, o controlador "consumiu" menos corrente das placas (1A/h) e "entregou" mais para a bateria (2,58A/h). Na ligação em paralelo, essa relação foi de 2,15A/h chegando das placas e 2,72A/h indo para a bateria. Vale lembrar que coloquei um multímetro no positivo que saiu da placa e foi para o controlador e outro multímetro no positivo que saiu do controlador e foi para a bateria.

A medição das placas ligadas em paralelo

Outro detalhe: em paralelo, a tensão medida foi de 19,7V (entre as placas e o controlador) e em série, ela caiu para 15,4V (entre as placas e o controlador). Fiquei surpreso, pois achava que em série, a voltagem seria dobrada, mas não foi o que aconteceu. Talvez eu tenha feito alguma medição errada, mas...

Bem, feitas as observações, minha conclusão foi que, com as placas ligadas em série, o sistema se mostrou mais eficiente e essa é a configuração que vou usar.


Até a próxima!



terça-feira, 21 de abril de 2015

MAIS ALGUMAS MELHORIAS

Olá amigos,

Esta semana conclui mais uma etapa de alguns investimentos que fiz no MYSTIC.

Só para recordar, eu adquiri o barco no início de 2011 e ele encontrava-se meio que abandonado, sem qualquer manutenção. Desde então, troquei todo o sistema de propulsão (eixo, hélice, buchas, porta gaxeta, etc), mandei o motor para um especialista revisá-lo completamente e instalá-lo corretamente, revisei toda a parte elétrica, troquei as lâmpadas por leds, refiz totalmente o fundo do barco (incluindo o gel), repintei a máscara das vigias do convés, mandei polir o costado, comprei velas novas com o Arnaldo (Cognac

Antes
Velas), troquei bimini, VHF, som, bomba de porão, consegui fazer os instrumentos funcionarem novamente, troquei os cabos da balaustrada, redinha no guarda-mancebo, tirei o carpete fedorento de dentro da cabine e muitos outros itens menores que não lembro agora. Tenho consciência que ainda faltam muitas coisas para o barco ficar do jeito que eu gosto, mas devagarzinho estou caminhando.

Esta etapa começou com o atendimento a uma crítica da minha esposa, de que a conservação dos nossos alimentos perecíveis a bordo com um igloo cheio de gelo era uma tarefa desestimulante, porque quando o gelo derretia, as coisas começavam a boiar e muitas vezes molhavam, fora que a caixa térmica suava e acabava molhando o piso ...
Durante

Bem, desisti de recuperar a geladeira velha que tinha no barco (embora ela funcionasse bem, o gás vivia vazando e a caixa térmica era nojenta) e comprei uma nova, da Elber.

Agora que tenho uma geladeira operacional, novas providências precisam ser tomadas com uma certa urgência, que é o investimento em capacidade de produção de energia a bordo. Sendo assim, decidi instalar placas solares no MYSTIC e trocar as baterias de serviço, hoje automotivas, por baterias estacionárias. O primeiro passo já foi dado e merece um destaque: encomendei uma targa na capotaria Kisombra, em Paulínia (SP).
Depois
A targa é um acessório necessário quando se precisa instalar placas solares num barco. Os módulos ficam em cima da targa, num local que não ocupa espaço e não há risco de batermos com a cabeça. A minha, como escrevi acima, foi encomendada ao Edmundo, dono da Kisombra. Fiquei muito feliz e com a certeza de que fiz um bom negócio, pois fui muito bem atendido desde meu primeiro contato até a instalação final. Tudo que foi combinado, foi cumprido à risca! Prazos, valores, especificações técnicas, tudo!!! O Edmundo é engenheiro (embora não do ramo) e consegue-se dialogar tecnicamente com ele. O soldador que o acompanhou na instalação é um senhor com cursos na sua área de atuação (caldeiraria) e com larga experiência no assunto. Com toda a dificuldade de se trabalhar com o barco na água, o cara foi lá e fez um bom serviço.

A nova targa do MYSTIC

Outro ângulo
Agora, com a targa já no lugar e a geladeira funcionando, o próximo passo está sendo estudar a melhor configuração de módulos solares e controlador de carga. De acordo com o espaço disponível que tenho na targa, a princípio estou imaginando duas placas de 95W cada e um controlador de 20A, de tecnologia MPPT. Mas esse será assunto para a próxima postagem. Até lá!


Bons Ventos.




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quarta-feira, 25 de março de 2015

CARNAVAL NA BAÍA DA ILHA GRANDE

Desde o ano passado adotamos uma tática diferente para curtimos nosso Carnaval na Baía da Ilha Grande. Embora resulte na perda de preciosos dias para passear ou simplesmente curtir o barco, agora vamos pra lá somente depois do início do feriado e procuramos voltar antes do fim. Tudo isso para tentarmos fugir dos cada vez mais estressantes engarrafamentos que se formam no trajeto até Angra dos Reis - local onde fica o MYSTIC.

O MYSTIC, rumo ao ICAR
Em 2014, partimos para Angra somente na 2ª feira de Carnaval e retornamos na 5ª feira. Ainda assim pegamos engarrafamento. Esse ano, como conseguimos liberação no trabalho para emendar o Carnaval ao final de semana seguinte, resolvemos partir para lá somente na 5ª feira após o feriado, com retorno previsto para o sábado. Foi ótimo, pois não pegamos engarrafamento em momento algum, tanto na ida, quanto na volta.

Para 2015, combinamos com o casal de amigos Bernardo e Joana de nos encontrarmos por lá, fazendo uma programação diferente. Decidimos, então, que desta vez não iríamos para a Ilha Grande e, também, aproveitaríamos um pouco mais dos nossos clubes (o do Mystic - ARMC e o do Verona - ICAR).

Na 5ª feira, após o tradicional almoço no clube, depois a faina de dar uma limpeza rápida no barco e carregar a bagagem, zarpamos com destino ao ICAR, para encontrarmos com nossos amigos. A travessia, de  aproximadamente 10 MN, foi cumprida em pouco menos de 2h30 - o tempo todo no motor, já que o vento não deu o ar da sua graça. O mar calmo, só ficou desconfortável quando cruzamos o canal que separa a Ilha da Gipóia e o continente, devido ao grande tráfego de lanchas, que deixou o mar do local bastante agitado.


Fim de tarde na varanda do ICAR

Chegamos ao ICAR no meio da tarde e já encontrei o Bernardo fazendo manutenção no seu barco - um belo Fast 310 (assim como o MYSTIC). Após desembarcar minha esposa e meu pequeno no cais do clube, consegui uma poita emprestada para amarrar o barco e logo em seguida, comecei a inflar nosso stand up. Engraçado que essa faina me cansou bastante e comecei a sentir uma moleza incômoda. Remei até a praia do clube, onde as esposas estavam com as crianças e sentei numa cadeira para me recuperar. Renata também estava com dor de cabeça, de modo que curtimos o fim de tarde um pouco amuados.

Com a chegada da noite, senti que estava com febre. Ventava um N/NE firme e isso significava ter que remar vigorosamente o stand up para vencer o contravento até o barco. Isso levando esposa e filho na prancha. Após uma breve conferência com a família, resolvemos aceitar a sugestão do Bernardo e alugar um chalé do clube para passar a noite. Foi a decisão mais acertada! Nada como um banho quente e uma cama macia para recuperar a saúde.

O Verona e sua tripulação, rumo à Paquetá
Ficamos na varanda do clube curtindo o local e o fim de tarde. A nós juntaram-se os convidados do Bernardo - Marcelo, sua esposa Renata e seus filhos. O papo rolou até mais tarde, mas logo me recolhi para tentar me recuperar.

A 6ª feira amanheceu ensolarada e com o N/NE firme como na noite anterior. Aliás. o vento soprou generoso a noite inteira ,mas derrubado com estava, não consegui forças nem pra levantar e olhar o MYSTIC da janela, pra ver se ele se comportava em sua poita. Levantamos um pouco tarde e logo fomos para o restaurante tomar um café da manhã. Havíamos combinado passar o dia na Ilha de Paquetá, 6 MN a SW do clube. Zarpamos do ICAR no final da manhã para cumprir o trajeto num mar de almirante e vento quase zero, pra decepção do Bernardo, que estava ávido por dar uma velejada com sua família e amigos. 

A Ilha de Paquetá não chegava a estar lotada, mas a praia estava cercada de lanchas. Jogamos âncora um pouco mais pra fora, junto a um costão muito bonito. A turma toda logo tratou de pular naquela água transparente e curtir o local. Aos poucos o pessoal foi nadando para a praia enquanto eu peguei o stand up e fui explorar aquele cantinho de paraíso. Como boa parte dos recantos da Baía da Ilha Grande, ali em Paquetá também mora uma família de pescadores que servem, na praia ou nos barcos, almoço e tira gostos de frutos do mar frescos.

Diversão na praia
Claro que degustamos diversos pasteiszinhos, peixe assado etc. Logo começou a soprar um vento S/SE típico dessa época do ano naquela região, que naquela praia atravessa a ilha de um lado para o outro. Passamos aquela agradável tarde curtindo o local e brincando com as crianças na areia e na água. Na hora de ir embora, receosos de nossa condição física e já planejando o retorno à Niterói no dia seguinte, zarpamos de Paquetá diretamente para o nosso clube, enquanto o Verona finalmente abriu suas velas e tomou o rumo de volta ao ICAR, velejando.O MYSTIC também abriu panos no caminho de volta, mas não demorou muito para acionarmos o motor, pois quanto mais próximo do canal da Ilha Gipóia, menos ventos alcançava nossas velas.

Chegamos ao ARMC bastante cansados, mas nem por isso deixamos de curtir o resto do dia na piscina do clube. Curtimos nosso filhote um montão e depois fomos tomar banho e nos preparar para sair e fazer um passeio urbano: fomos jantar no Shoping Pirata's Mall.

MYSTIC no rumo de casa

Não dormi muito bem a noite, mas pelo menos consegui descansar. No dia seguinte fui acordado com a presença de amigos no cais, quando vi a turma do veleiro Ninahai. Assim que eles partiram, fomos eu, Renata e nosso pequeno pro restaurante tomar nosso café.Após nos alimentarmos, demos uma arrumada no barco, fechamos-o e tomamos nosso caminho de volta para casa.

Embora curto, foi um passeio incrível, não só pela pequena velejada, mas pelo belíssimo local que visitamos, pela maravilhosa ilha que passamos o dia e, claro, pela companhia de amigos que tanto gostamos.



Até a próxima, MYSTIC !!!

Mamãe e filho, curtindo Paquetá

Águas indecentemente transparentes

MYSTIC e VERONA: Dois Fast 310 em Paquetá

Também tenho direito!!! (rs)
 
Igreja do Bonfim, na ilhota de mesmo nome

Velejada no fim de tarde

Curtindo o clube

Amor impagável



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