Olá pessoal!
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
[OFF TOPIC] RESPEITO É BOM E EU GOSTO
Como boa parte dos brasileiros, adoro esportes. Além da vela, amo o surfe (esporte que pratiquei intensamente por quase 18 anos), jogava uma pelada de vez em quando, um vôlei, gosto de assistir Fórmula 1 e aprecio as lutas de MMA.
Independente do esporte e do grau de competitividade de cada um, sempre julguei fundamentais a humildade e o fair play na disputa de qualquer competição. Na minha opinião, o jogo de nervos como estratégia para desestabilizar um adversário tem que ser praticado com muito cuidado e, principalmente, respeito.
Há 2 anos, um senhor norte americano chamado Chael Sonnen vem se valendo dessa estratégia de provocação para, primeiro, conseguir notoriedade suficiente para se credenciar a desafiante ao título de campeão dos pesos médios do UFC, já que considero duvidosas suas qualidades enquanto lutador de MMA. Segundo que um cara que já foi pego em exame antidoping, ou seja, é um drogado assumido, nunca deveria receber uma segunda chance num esporte que hoje adentra milhões de lares em todo o mundo (onde está o exemplo para as futuras gerações?) e, por fim, já que escolheu tal expediente como estratégia de luta, que pelo menos mantivesse o respeito e, mais, não envolvesse toda uma nação na sua estratégia doente de combate.
Bem, acho que o Sr. Sonnen perdeu um precioso tempo em que poderia estar treinando e estudando seu adversário - Anderson Silva, com ataques tresloucados, desreipetosos e descabidos. Deu no que deu! Sofreu uma derrota humilhante, com direito a ser finamente ridicularizado na entrevista concedida por nosso herói, Anderson Silva, ainda no octógono.
Obrigado Anderson! Você não defendeu somente seu título e sua honra. Você honrou todos os brasileiros que foram atacados por esse imbecil. E você fez da melhor maneira possível: dentro do ringue e de acordo com todas as regras, sem desrespeitar ninguém.
Essa noite vou dormir feliz!
Até a próxima.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
REGATA CHICO MENDES
Olá Pessoal!!!
Neste final de semana refizemos um passeio diferente. Para aqueles que não sabem, meu primeiro veleiro cabinado foi um Ranger 22 - comprado em sociedade com um amigo com o propósito de corrermos regatas. Sempre participamos ativamente das regatas da Classe Ranger, com especial interesse em algumas bastante tradicionais.
A Regata Chico Mendes é uma dessas especiais, por dois motivos: ela homenageia o saudoso Chico Mendes, velejador da Classe desde sempre, cartola e grande incentivador do esporte. O outro motivo é a programação diferente deste evento. A regata é disputada largando das proximidades do ICJG, na Ilha do Governador (um grande bairro do Rio de Janeiro), com chegada na bucólica Ilha de Paquetá, no fundo da Baía de Guanabara. Lá, na noite de sábado, após a regata, é realizado um Queijos & Vinhos de confraternização e em seguida podemos pernoitar a bordo de nossos barcos, na calma e segurança do Paquetá Iate Clube.
| Dominus e Araiti, vistos de bordo do Taormina |
Este ano, como estou com filho pequeno, deixamos de participar da regata e decidimos ir diretamente para a ilha. Vários amigos, rangeristas ou não, combinaram de se encontrar lá e a empolgação era grande. De Niterói, partiriam em comboio o DOMINUS (meu Ranger 22), o ARAITI (Velamar 31 do comandante Luciano Guerra) e o Delta 26, TAORMINA, do comandante Mário Grillo. Eu passei as últimas semanas preparando o barco, a fim de que nada desse errado, inclusive mandando limpar o carburador, troca de velas, revisão e regulagem do motor de popa do Ranger - um Mercury 8hp. Coloquei umas capas novas que havíamos encomendado para o estofamento do barco, fora a reforma da genoa, feita recentemente pelo Arnaldo, da Cognac Velas.
| É... Não deu. |
Muito bem, ... barco abastecido; todos a bordo; zarpamos do PCSF pouco antes das 13h, para uma travessia de aproximadamente 11 MN. Com pouco mais de 200 metros navegados, meu querido 8hp deu suas primeiras tossidas e 50 metros depois apagou. Experiente azarado que sou, não me abalei com o percalço, afinal haviam dois companheiros que poderiam me rebocar sem problemas. Meti a mão na cordinha e duas puxadas depois ele já estava empurrando o Dominus novamente, ainda que sob protestos, na forma de tossidas, engasgadas e perdas de aceleração. Eu, mais interessado na farra que meu pequeno tripulante fazia e nas fotos que estava fazendo, simplesmente ignorava aquele ser. "Se quiser reclamar, vai falar com o Murphy!!!" - pensava eu.
| ... mas "vamo que vamo"!!! |
A passagem por baixo da Ponte Rio x Niterói marcou, aproximadamente, o meio da viagem e, também, a revolta definitiva do motor. Prontamente o Luciano jogou um cabo de reboque para mim e o Dominus completou sua travessia rebocado pelo Araiti.
O dia estava lindo e a Baía de Guanabara, a despeito de toda poluição, continua linda. Mas, conforme o Luciano muito bem apontou, o modelo de progresso escolhido pelo homem acabará com tudo isso num futuro não muito distante. Pra qualquer lugar da Baía que olhávamos, lá estavam os terminais portuários ou petrolíferos, os estaleiros, as plataformas tampando a visão do Pão de Açúcar e uma infinidade de navios de apoio a exploração de petróleo. Lamentável. Por outro lado, foi com uma alegria enorme que vimos alguns golfinhos passeando entre os monstros de aço.
Chegamos a Paquetá próximo das 15h, cheios de fome. Fui recebido pelo amigo Marcial Ávila, a quem joguei o cabo de amarração e atraquei ao lado do seu Brasília 32, MIXUCA. O Marcial, sempre ele, ainda me recebeu com um copo de cerveja e assim, iniciei os "trabalhos" do final de semana. Sentamos em outra mesa e almoçamos duas travessas de risoto de frutos do mar e outras duas travessias de filé de peixe ao molho de camarão. Aos poucos o pessoal da regata e outros participantes foram chegando e a social foi crescendo na varanda do Paquetá Iate Clube.
| Social de fim de tarde, enquanto aguardávamos o almoço |
Algum tempo depois, o Filipe chegou com seu catamarã Praia 30 e fomos apresentados (nos conhecíamos somente pelos grupos do Yahoo). Vendo aquele figurão magrinho, lembrei logo do Luciano, catando alguém para subir no mastro do Araiti, para trocar (ou desengripar) a roldana da adriça da mestra. Se não aparecesse ninguém mais magrinho que meus 74kg (estou de dieta e já emagreci 7kg - quanto arrependimento!!! rs), já havia me comprometido a encarar a faina. Fomos lá e o Luciano:
- Quanto você pesa, Filipe?
- 76kg. - respondeu ele.
O resto da conversa não importa. Me ferrei. (rs)
| Casa cheia, fartura e muita animação |
- Olha a rajada!!! Joga o ferro, Lauro!!! Escora Renata, que o comandante tá perdendo o leme!!!
Após uma boa noite de sono, acordei com a voz do Luciano do lado de fora do barco resmungando que eu ainda não havia acordado. Levantei bem, porém um pouco cansado - sinal que a noite foi divertida e que o vinho era de qualidade. Tomamos um ótimo café da manhã, patrocinado pelo Araiti, mas que foi servido na varanda do clube. Terminado aquele momento de prazer gastronômico, fui praticamente arrastado para bordo do Araiti, onde o Luciano, com a ajuda do Samuel Gonçalves e seu irmão - Jônatas, do R22 SET POINT¨, me vestiram uma cadeirinha de escalador e me içaram ao topo do mastro do Araiti. Só faltou o cara gritar lá de baixo que eu só sairia dali quando terminasse o dever.
O fato é que estava um sol de rachar e já fazia um calor considerável. Some-se a isso o esforço que fiz para escalar os 11 metros de mastro do Araiti, a bendita cadeirinha apertando meu estômago e estava traçado o ambiente que eu teria que trabalhar. Lá pelas tantas, comecei a sentir um pequeno enjôo. Olhei pra baixo e os três estavam ouvindo musiquinha, no maior papo animado. Gritei pro Luciano que não aguentaria ficar muito mais tempo lá em cima.
O lado bom de ter de subir no mastro é a paisagem que se vê lá de cima. Pena que não havia levado a máquina fotográfica. Olhando para o meu querido Ranger, ainda deu tempo de ver uma lancha manobrando para sair do cais e, claro, se enroscando no cabo da minha âncora. Devia ter reclamado, pois pior do que se embolar com o cabo do Dominus, o lancheiro, como lhe é peculiar, saiu acelerando tudo e as marolas sacudiram o Araiti freneticamente, turbinando meu enjôo.
Após trabalhar mais uns 10 minutos, não aguentei. Virei pra baixo e avisei:
- Luciaaaano!!! Meu enjôo tá piorand..... RAÚÚÚÚÚÚL!!! RAÚÚÚÚÚÚL!!!!!
| Agora tô bem!!! |
A cena foi cômica. Três marmanjos correndo do convés e quase se jogando no mar. O barco vizinho tentando fechar a gaiúta entre uma golfada e outra e lá se foi meu Queijos & Vinhos versão 2012 da Regata Chico Mendes. As pessoas na varanda olhando aquela cena incrédulas e a cara do Luciano após olhar o convés (e a cabine) do seu querido barco foi uma cena impagável. (rs) Eu? Passou o enjôo e terminei o serviço tranquilamente, enquanto os caras limpavam a latrina que aquele barco se tornou.
Bem, passado o relato da brincadeira, é óbvio que fiquei sentido do estrago que causei. O Luciano é um cara muito legal e que sempre me ajuda (e muito) nas manutenções que sempre faço no MYSTIC (meu Fast 310). Eu queria muito retribuir tudo que ele já fez por mim, mas acho que aumentei minha dívida. DESCULPE LUCIANO!!!!!
Passado o episódio do mastro e após um banho revigorante. já era hora de retornar. A maioria dos barcos já haviam partido e ainda tínhamos 11 MN pela frente. As meninas foram a bordo do Ranger (por que será?) e eu fui com o Luciano a bordo do Araiti. O barco já estava limpinho e cheiroso e retornamos ao som de Metallica, dando gargalhadas do final de semana que passamos juntos.
Estamos programando nosso próximo passeio para o Saco do Céu, na Ilha Grande, assim que o Araiti retornar para sua casa, na Vila do Abraão.
Até lá!!!!
| Araiti saindo de Niterói |
| Taormina, do comandante Mario Grillo |
| Tripulante |
| Relógio da Mesbla. Marco de chegada de Paquetá |
| Os barcos no Paquetá Iate Clube |
| A turma de Niterói, com uniforme do Araiti |
| Café da manhã |
sexta-feira, 1 de junho de 2012
SÍTIO FORTE
Olá pessoal,
Após algumas semanas de chuva aqui no RJ, aproveitamos a previsão de sol para o último final de semana e partimos para Angra novamente. O destino ainda foi o nosso tradicional e preferido: o Sítio Forte.
Em relação ao último passeio, não há grandes novidades, já que praticamente repetimos o último roteiro, pois achamos que encontramos a melhor logística para curtirmos o final de semana que é chegar ao ARMC no sábado, por volta da hora do almoço e, enquanto eu pego o barco na poita e o levo para o cais para abastecer de água etc, a Renata vai pedindo nosso almoço no restaurante. Assim, deixamos para partir no meio da tarde e chegamos ao Sítio Forte ao entardecer.
Neste final de semana, apesar da previsão de sol, o vento seria frio e de NE. Pois bem, zarpamos do clube com uns 15 nós+ de vento S/SE, que significa vento praticamente na cara para nossa travessia rumo à praia de Ubatubinha. Antes mesmo de chegarmos ao canal, demos de cara com um mar com bastante marolas e alguns carneirinhos, que deixaram a travessia bastante desconfortável e um pouco molhada, por causa de algumas ondas mais salientes que batiam no costado do Mystic. Com o fundo do barco parcialmente raspado na semana anterior e o vento contra, nossa velocidade, sem forçar o motor, era de pouco menos de 4 nós. Resolvi, então, abrir um pedaço da genoa e vejejar um pouco arribado, sem contanto, tirar o conforto da almiranta e do meu pequeno. Logo, passamos a velejar a quase 5 nós, com um VMG em torno de 4,5 nós. Ao longo da travessia, conforme nos aproximamos da Ilha Grande, o vento perdia pista para levantar as marolas e, com isso, a velejada/motorada se tornou mais confortável.
Chegamos à ancoragem (restaurante do Lelé) por volta de 17h15, quase ao mesmo tempo que nosso companheiro de aventuras - o Coronado, do Ulisses e da Marcela. Eu ainda esperava a chegada de outro amigo, o André Lessa, do veleiro Verona II, que durante a semana disse que passaria o final de semana por lá.
| O Mystic no Sítio Forte |
| O Coronado, do Ulisses e Marcela |
Chegamos à ancoragem (restaurante do Lelé) por volta de 17h15, quase ao mesmo tempo que nosso companheiro de aventuras - o Coronado, do Ulisses e da Marcela. Eu ainda esperava a chegada de outro amigo, o André Lessa, do veleiro Verona II, que durante a semana disse que passaria o final de semana por lá.
| André e seu Verona. Ao fundo, a pequena Ayla brincando no botinho |
Quando ele chegou, todos já estavam em terra, eu dando banho no meu pequeno e já com a mesa servida de um peixe assado com purê, porque ninguém é de ferro. (rs)Ainda curtimos um bom bate-papo, até que o vento frio nos expulsou de volta para o aconchego de nossos barcos. O vento, aliás, rondou para a pior direção possível naquele canto da praia: de NE.
Mal chegamos no barco, o Gustavo tomou sua mamadeira e emborcou lá na cama de proa. Em seguida deitei com ele e a Renata resolveu dormir num sofá da sala. O NE estava deixando o mar mexido no ancoradouro e a noite prometia ser desconfortável. Pra mim seria pior ainda, pois em condições como essa eu procuro não dormir direto, levantando de tempos em tempos para conferir se o fundeio do barco estava ok.
O vento soprou a noite inteira, embora tenha diminuído um pouco por volta de meia noite. Felizmente o barco se comportou bem naquelas condições e pudemos ter um sono relativamente calmo. Logo às 7h nosso atleta acordou e tive que levantar. Ainda dei uma enrolada com ele pra Renata descansar mais um pouco, mas num ambiente confinado como um barco, isso é bem difícil. (rs)
O domingo amanheceu lindo, com o céu de um azul difícil de se ver na cidade grande. Não havia uma nuvem no céu e o vento havia parado. O clima estava frio o que afastou qualquer pretensão de um mergulho no mar. Preparamos, então, um belo café da manhã e convidamos nossos amigos para virem a bordo do Mystic. No cardápio havia bolo de laranja, queijo minas e prato, presunto, mortadela, pão de forma, pãozinho, suco de caju, leite e café. Um banquete!!! Peguei o botinho e fui buscar o Ulisses e a Marcela e no caminho, passei pelo Verona e chamei o André, a Eliane e a Ayla. Infelizmente a turma do Verona já havia tomado café, mas mesmo assim, foram a bordo conhecer o Mystic.
O domingo amanheceu lindo, com o céu de um azul difícil de se ver na cidade grande. Não havia uma nuvem no céu e o vento havia parado. O clima estava frio o que afastou qualquer pretensão de um mergulho no mar. Preparamos, então, um belo café da manhã e convidamos nossos amigos para virem a bordo do Mystic. No cardápio havia bolo de laranja, queijo minas e prato, presunto, mortadela, pão de forma, pãozinho, suco de caju, leite e café. Um banquete!!! Peguei o botinho e fui buscar o Ulisses e a Marcela e no caminho, passei pelo Verona e chamei o André, a Eliane e a Ayla. Infelizmente a turma do Verona já havia tomado café, mas mesmo assim, foram a bordo conhecer o Mystic.
| Café da manhã |
Após uma aprazível manhã, já com as primeiras rajadinhas do NE começando a soprar, suspendemos rumo ao clube, juntamente com o Coronado, que partiu de volta a sua marina. O André saiu poucos minutos antes, mas foi dar um rolá pelas outras praias do Sítio Forte.
O retorno, tal como a ida, foi de contravento, mas pelo menos sem as incômodas marolas. Novamente abri a genoa para ajudar o desempenho do motor e não ser necessário forçá-lo. A travessia foi maravilhosa, sob um sol extremamente agradável e um clima bastante gostoso. O Gustavo, após brincar a manhã inteira, apagou e dormiu até nossa chegada. A Renata o acompanhou dentro da cabine e fiquei só no cockpit, novamente acompanhado dos meus pensamentos e daquela paisagem deslumbrante. Amarrei o leme com a proa em nosso destino e fui para o pé do mastro, curtir a travessia dali.
Como de praxe, chegamos ao ARMC por volta da hora do almoço. Guardamos o barco na poita e desembarcamos direto para o restaurante, onde almoçamos, antes de pegar a estrada de volta. Olhei para o barco e percebi que ele está bem sujo. muito provavelmente nossa próxima ida à Angra será para dar uma faxina geral no Mystic, afinal ele merece!!!
| Os já tradicionais anfitriões da Praia de Ubatubinha |
| Curtindo um solzinho |
| Trocando a fralda |
| Mystic e seus convidados |
| Estacionamento na porta do Mystic |
Até a próxima!!!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
ENFIM, O PARAÍSO
Olá amigos,
No último final de semana, finalmente, o MYSTIC visitou pela primeira vez a Ilha Grande, sob meu comando. Após uma série de imprevistos (chuva, febre do comandante, cracas etc), que desde o final de janeiro nos impedia de estrear o barco no paraíso, no sábado, zarpamos de Angra, eu, minha esposa e nosso filhote, com destino à Enseada do Sítio Forte, mais precisamente o Bar do Lelé, na Praia de Ubatubinha.
Nós acordamos no sábado, em Niterói, com o céu carregado de nuvens, fruto do resto de uma frente fria que passou pela região Sudeste durante a semana. Mesmo assim, levantamos, perdemos algum tempo arrumando as malas e partimos, pois a previsão era do tempo ir melhorando ao longo do final de semana. A programação era seguir para o clube, em Angra, almoçar e zarpar para a Ilha.
No último final de semana, finalmente, o MYSTIC visitou pela primeira vez a Ilha Grande, sob meu comando. Após uma série de imprevistos (chuva, febre do comandante, cracas etc), que desde o final de janeiro nos impedia de estrear o barco no paraíso, no sábado, zarpamos de Angra, eu, minha esposa e nosso filhote, com destino à Enseada do Sítio Forte, mais precisamente o Bar do Lelé, na Praia de Ubatubinha.
Nós acordamos no sábado, em Niterói, com o céu carregado de nuvens, fruto do resto de uma frente fria que passou pela região Sudeste durante a semana. Mesmo assim, levantamos, perdemos algum tempo arrumando as malas e partimos, pois a previsão era do tempo ir melhorando ao longo do final de semana. A programação era seguir para o clube, em Angra, almoçar e zarpar para a Ilha.
Após pararmos na estrada para comprar bóias, macarrão e todos aqueles artefatos próprios para lazer aquático, chegamos ao clube por volta de 12h e, enquanto a Renata foi pro restaurante pedir o nosso almoço, fui buscar o barco na poita e colocá-lo no cais, para abastecer com água.
Eu já navegava tranquilo rumo ao cais quando percebi que o escapamento do motor parou de cuspir água. Algumas semanas antes, na tentativa anterior de irmos para a Ilha Grande, nós já havíamos abortado o passeio pelo mesmo motivo, que depois vim a descobrir que era um simples entupimento da válvula de retorno do sistema de refrigeração do motor por cracas. Naquela ocasião, eu havia cometido um erro, de raspar o fundo com o motor ligado, mas dessa vez o fundo já estava limpo. O que poderia ser?
| MYSTIC rumo à Ilha Grande |
Lá estava ele (Murphy) novamente, tentando avacalhar meu passeio, mas dessa vez estava decidido a não me render! (rs) Parei no cais, almocei calmamente com a família no restaurante do clube e depois fui pro barco e ataquei a bendita válvula entupida. Desmontei o sistema e o que não esperava é que, se não estava entupido por cracas, o que era?!!!! Dois peixinhos!!!! Sim, haviam dois peixinhos no sistema de refrigeração do barco. Um, inclusive, havia passado pela válvula e já estava lá no filtro de água salgada. Já o maior, entalou na válvula e não deixava-a abrir. (rs)
Bem, com o problema resolvido e com o final de tarde se aproximando, zarpamos logo para a Ilha, conforme programado. Havíamos marcado de nos encontrar com os amigos Ulisses e Marcela, do veleiro Coronado no Sítio Forte e não eu queria atrasar. Ao contrário de manhã, já fazia um sol, ora acanhado, ora mais brilhante e o vento, fraco, era contra. Motoramos o tempo todo, mas eu nem fazia tanta questão de velejar. Estava feliz da vida pela nova experiência de cumprir esse trajeto que tantas vezes fiz antes, só que dessa vez estava acompanhado do meu filho. Eu ia timoneando, contemplando a natureza e observando as travessuras do moleque a bordo.
| Anjo Querubim |
Chegamos ao Sítio Forte com o Gustavo tirando sua soneca da tarde. Fazia um final de tarde bonito e agradável, com poucos barcos na área. Não foi difícil encontrarmos uma poita bem próxima do Lelé, o que nos dispensou de ter que lançar o ferro. Daí, foi só esperar o Ulisses chegar e desembarcarmos para curtir o resto do sábado naquele paraíso.
A noite foi muito agradável, com um bom papo animado com outros navegadores que estavam por lá. Degustamos uma ótima porção de Lulas empanadas e bebemos um "Leite da Macaca". Pra completar, jantamos uma corvina assada com batatas que me faz salivar só de lembrar. (rs)
Estava muito feliz com o momento que estava vivendo e gostei de ver que a natureza naquele canto da ilha ainda está exuberante. Se por um lado a praia de Ubatubinha cercada com bóias é uma afronta ao direito de desembarcarmos em qualquer trecho de sua extensão, por outro lado, tem conseguido conservar o local limpo e preservado. Espero muito que a natureza ali continue assim por muitos anos, pois quero que o Gustavo cresça em contato com esse ambiente e tenha uma forte consciência ecológica.
A noite foi muito agradável, com um bom papo animado com outros navegadores que estavam por lá. Degustamos uma ótima porção de Lulas empanadas e bebemos um "Leite da Macaca". Pra completar, jantamos uma corvina assada com batatas que me faz salivar só de lembrar. (rs)
Estava muito feliz com o momento que estava vivendo e gostei de ver que a natureza naquele canto da ilha ainda está exuberante. Se por um lado a praia de Ubatubinha cercada com bóias é uma afronta ao direito de desembarcarmos em qualquer trecho de sua extensão, por outro lado, tem conseguido conservar o local limpo e preservado. Espero muito que a natureza ali continue assim por muitos anos, pois quero que o Gustavo cresça em contato com esse ambiente e tenha uma forte consciência ecológica.
| Bar do Lelé |
A noite já avançava e, cansados, nos despedimos dos amigos e voltamos para o barco para dormir. Pela primeira vez pude colocar à prova a nova iluminação que fiz na cabine do MYSTIC, com fitas de LEDs. Hoje, dá para ler um livro a bordo com tranquilidade, sem ter que forçar a vista, nem se preocupar com o consumo de energia. Outro detalhe que não dá pra deixar passar, é que o Sítio Forte é um local tão protegido que deitado em minha cama, eu pensava estar dormindo na da minha casa.
O domingo amanheceu com sol, mas ainda com bastante nuvens. A temperatura estava ótima e tive uma boa noite de sono, apesar da Renata ter reclamado que passou um pouco de frio, dormindo na cama de proa do barco, com o Gustavo. Nossa agenda social teria continuidade com a visita do Ulisses e da Marcela, do veleiro Coronado, para o café da manhã a bordo do MYSTIC.
Como não podia deixar de ser, após o café, pulei na água e curti um pouco todo aquele cenário. Ainda demos um tempo por lá, mas acabou que não desembarcamos na praia, pois pretendíamos zarpar em breve, a tempo de almoçar no clube, em Angra. Sendo assim, aproximadamente pela hora do almoço, zarpamos de volta para o clube, já em retorno pra casa. As 7 MN que separam o Sítio Forte do ARMC foram cumpridas com mar calmo, pouco vento e com um solzinho gostoso. Deixamos o MYSTIC de volta em sua poita, almoçamos no clube e retornamos pra casa.
A Baía da Ilha Grande não estava cheia nesse final de semana, muito provavelmente porque as pessoas estavam se preparando para a semana seguinte, emendando com o feriado de Páscoa. Pra mim, que não gosto de muita aglomeração, estava ótimo! Pena que não tive a oportunidade de encontrar com muitos amigos que costumam pernoitar por aquelas paragens. Já estou estudando uma nova programação para breve, afinal só mesmo um paraíso como a Ilha Grande para espantar o estresse do dia a dia no trabalho e na cidade grande.
Até a próxima!
Como não podia deixar de ser, após o café, pulei na água e curti um pouco todo aquele cenário. Ainda demos um tempo por lá, mas acabou que não desembarcamos na praia, pois pretendíamos zarpar em breve, a tempo de almoçar no clube, em Angra. Sendo assim, aproximadamente pela hora do almoço, zarpamos de volta para o clube, já em retorno pra casa. As 7 MN que separam o Sítio Forte do ARMC foram cumpridas com mar calmo, pouco vento e com um solzinho gostoso. Deixamos o MYSTIC de volta em sua poita, almoçamos no clube e retornamos pra casa.
A Baía da Ilha Grande não estava cheia nesse final de semana, muito provavelmente porque as pessoas estavam se preparando para a semana seguinte, emendando com o feriado de Páscoa. Pra mim, que não gosto de muita aglomeração, estava ótimo! Pena que não tive a oportunidade de encontrar com muitos amigos que costumam pernoitar por aquelas paragens. Já estou estudando uma nova programação para breve, afinal só mesmo um paraíso como a Ilha Grande para espantar o estresse do dia a dia no trabalho e na cidade grande.
Até a próxima!
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